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Em um tempo bastante remoto, quatro antropóides, na tentativa de diminuir suas diferenças genéticas, fenotípicas e epistêmicas, formaram um clã com nenhuma importância evolutiva, denominado Distropia. Entre tabuinhas de argila, potes de barro e muita porrada com tacapes e flechas primitivas, cada  hominídeo tentava explicar, à sua própria maneira, suas alucinações cotidianas: Filipe, o homo frankfurtensis, fazia revelações de deuses nórdicos, como Honnetin e Håbermulf; Luis, o homo logicus, fazia a classificação de cada tipo de pedrinha nova e acabara de criar o osso de Rosombo; Marcos, o homo multisapiens, passava cada dia fazendo uma tarefa diferente sem aprender uma sequer da maneira correta; e o Fabrício, o homo histericus, berrava alucinadamente para os outros verem como ele tinha inventado a purpurina.

Alguns milhares de anos deveriam se passar até que a natureza fosse generosa com esse bando de hominídeos. Surgiram, assim, de outras bandas da Pangéia, nada menos do que cinco novos antropóides de caráter altamente duvidoso – para soar feministicamente incorreto – com o intuito de dar marcha ao desenvolvimento cultural com novos conhecimentos e habilidades e, si pá, conseguir produzir descendentes. Juntaram-se ao Distropia, então, logo depois da invenção do aparato cognitivo-comportamental “D.R.”: a Raquel, que não é a Eva mitocondrial, mas vive falando de maçãs e sistemas biológicos; a Ana Paula, vênus photographicus, que imprimia, em tábuas de barro, cenas constrangedoras dos hominídeos, a fim de os chantagear e conseguir o maior pedaço de carne de veado; a Tati, que realizou o primeiro cultivo de café na região e foi logo tratando de estabelecer divisões territoriais; a Carla, que não dividiu territórios, mas classificou todos os hominídeos do grupo, muito antes de Aristóteles e outros, de acordo com raça, sexo, gênero e humor; e a Laina, a caçula do grupo, esperança de vida inteligente na Terra e futura transgressora dos métodos lógicos pré-históricos estabelecidos pelo Luis.

Como tais hominídeos não conheceram ou mal-compreenderam o significado de “tempo livre” ou “lazer” ou “hobby” (oi, Adorno!), eles passaram a se dedicar, depois da invenção da internet (ou seja, da vida), na divulgação de suas pesquisas acadêmicas (ou nem tanto acadêmicas) neste blog. O Distropia, assim, é um espaço com assuntos diversificados e em busca de interlocutores e novas espécies de hominídeos para diversificar sua linhagem e linguagem genética.

Sinta-se à vontade para expressar sua descendência cultural, suas habilidades intelectuais ou manuais nos comentários de cada post! Afinal, Nietzsche estava certo ao afirmar que o homem é, ainda, um animal não constatado!

2 comentários

  1. salve! salve!
    o blog é excelente, agora só falta uma ferramenta de busca!!!
    abraços!

    1. valeu a dica, adicionei na parte de arquivo.

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