Quer saber um segredo?

Diplomacia é um negócio sujo.

O Julian Assange, quando liderou o esquema de dedo-durismo que vazou milhares de correspondências entre embaixadas, consulados e governos centrais, expôs o tamanho da hipocrisia que toma conta do jogo de cena das relações internacionais.

Caso vocês não se lembrem, a coisa foi assim:

1) A WikiLeaks começa a liberar material em conta-gotas. A primeira coisa que chama a atenção da imprensa internacional é que a WikiLeaks teve acesso ao e-mail da Sarah Palin (que havia sido hackeado por “simpatizantes”  do Assange).

2) em 2008, a WikiLeaks vaza um vídeo que repercute no mundo inteiro. Trata-se de um ataque do exército americano que mata diversos civis e dois repórteres em Baghdad. O vídeo é chamado de “dano colateral” e é usado por jornais do mundo inteiro. New York Times, Guardian, Washington Post e diversos outros grandes periódicos começam a usar material da WikiLeaks.

3) Bradley Manning é preso, nos Estados Unidos, acusado de vazar várias informações confidenciais do governo Norte-Americano para o Assange. Manning segue preso e deve enfrentar corte marcial.

Agora a coisa começa a ficar interessante.

Em julho de 2010, a WikiLeaks começa a publicar uma série de documentos secretos sobre as operações  norte-americanas, alguns bastante constrangedores.

Em agosto de 2010, Assange é acusado de estupro e assédio (duas acusações diferentes por duas pessoas diferentes, até onde entendi) na Suécia. Ainda não houve nenhum tipo de intimação oficial e o processo corre de forma um tanto kafkiana (ou seja, normalmente).

A WikiLeaks aumenta o volume e libera mais de 400 mil documentos oficiais, envolvendo deslocamento dos soldados norte-americanos, planos logísticos e informações pertinentes para qualquer um interessado no que rola nos bastidores de um conflito. São informações extremamente pertinentes, também, para pessoas interessadas em matar soldados americanos com mais eficiência.

Em dezembro de 2010, a Interpol declara o Assange procurado internacionalmente por “estupro e assédio” (crimes pelos quais ele nunca foi propriamente processado, diga-se de passagem).

A Inglaterra mantém o Assange em prisão domiciliar e ele se recusa a aceitar a ordem de deportação para  a Suécia, por medo que o avião seja “misteriosamente” transferido para os Estados Unidos. Claro, tudo justificado.

Em diversos sentidos é bizarra a hipocrisia dos jornais norte-americanos que tentam agora fazer assassinato de caráter do Assange. Durante um ano eles foram os melhores clientes dele, mas no momento que a coisa engrossou para os Estados Unidos, os jornais aqui começaram a mudar a linguagem com a qual tratavam com a WikiLeaks. De colaboradora, a empresa passou para uma inimiga.

O Assange, claro, não é santo, mártir ou herói. Ele é, no mínimo, uma figura estranha. Mas o caráter do Assange importa?

Em um certo sentido, ele mesmo tornou esse tipo de consideração “fair game” ao abrir a caixa de pandora das relações internacionais. Afinal de contas, era possível esperar uma reação diferente por parte dos Estados Unidos ao perceber que a segurança das tropas em território estrangeiro havia sido comprometida por um sicofanta dentro do front que vazou informações para um indivíduo que vive na base da publicidade de material “delicado”?

Não, não era.

Todo mundo gosta de falar de questões de transparência. Mas para uma empresa que fica falando os segredos dos outros, a WikiLeaks é meio estranha. Afinal de contas, quem financia o Assange? Quem são os simpatizantes da causa?

Ao mesmo tempo, e por mais que eu concorde que o Assange é uma figura controversa e talvez seja um grande cretino, existe uma perversão no debate. A perversão é que discutimos o caráter do Assange e o “perigo” que a informação que ele está vazando implica para tropas Norte-Americanas, mas esquecemos de discutir, bem, o conteúdo das denúncias.

Do ponto de vista formal, não restam dúvidas que o Assange está sofrendo perseguição política – não por ter cometido um crime na Suécia, mas por ter vazado informações “inconvenientes”. Vejam bem, tudo indica que o Assange é um grande pulha (e eu ter que insistir nisso talvez seja sinal que as coisas não vão tão bem), mas me parece que é ingênuo achar que é esse o motivo dos Estados Unidos estarem tão determinado a terminar com a vida do Assange.

Ainda que o departamento de estado norte-americano negue a pressão para a intervenção da Inglaterra no processo de concessão de asilo político ao Assange (que, a estas alturas, implicaria em um ato de guerra contra o Equador, que já decidiu pelo ato soberano de conceder asilo e, em um contexto normal, deveria ser respeitado), ninguém negou a declaração do Cônsul equatoriano, que disse que os Estados Unidos não deram nenhuma garantia sobre uma possível intervenção no caso, recusando, inclusive, a declarar se o Assange poderia ser submetido a algum tipo de corte marcial nos Estados Unidos.

Claro, aqui, um amigo mais desavisado pode perguntar, mas pode isso?

Pode.

O Assange fez, na interpretação dos Estados Unidos, um ato de espionagem e de guerra. Basicamente, ele conseguiu dados secretos a partir de um indivíduo que, para todos os efeitos, se infiltrou dentro da vanguarda de inteligência do exército norte-americano e depois enviou informações confidenciais para o Assange. Ele, de posse dessas informações, colocou todas elas na internet para quem tivesse vontade de ler o material.

Talvez fosse o caso de se questionar se abrir esse tipo de informação “sensível” não é o trabalho do jornalista e a gente se acostumou com um modelo de jornalismo cagalhão, que come na mão de governos e de anunciantes. Mas é ilusão pensar que não tem ninguém financiando o modelo da WikiLeaks – certamente, não são as doações do paypal que sustentam a WikiLeaks, assim como não era a venda de bandeira e camiseta que sustentava o Partido dos Trabalhadores.

Mas o interessante é que a imprensa norte-americana conseguiu transformar o debate sobre o material vazado pela WikiLeaks em um debate sobre, bem, a WikiLeaks. As informações sobre a sujeira das operações de guerra protagonizadas pelos Estados Unidos durante os últimos dez anos foram varridas rapidamente para debaixo do tapete para que a gente possa discutir os hábitos de higiene do Assange.

Vale lembrar que se essa posição vira-lata fosse o mainstream do jornalismo norte-americano durante a guerra do Vietnam a coisa teria sido muito mais conveniente para o governo norte-americano. Mas as coisas mudaram muito desde então.  Hoje, boa parte dos jornais e jornalistas norte-americanos dependem de uma relação ao menos razoável com políticos para conseguirem material exclusivo, entrevistas e anunciantes. Não é conveniente, nesse sentido, ter uma boa relação com o Assange. Vale mais a pena descartá-lo como um porco que não limpa a privada e esquecer que, enquanto ele era apenas um cara vazando material exclusivo, mas de baixo potencial ofensivo, tava tudo bem em negociar com ele.

O código aqui, é o seguinte: tudo bem fazer reportagens de investigação, mas, olha aí hein, vamos manter a coisa no limite, que ninguém quer que o material saia do aceitável e prejudique um potencial anunciante. Até o Hitchens, de saudosa memória, entrou no time dos que pediram para o Assange “se entregar”, acusando-o de ser um megalomaníaco ou algo parecido. Sim, tudo bem. Mas e o material indicando uma corrupção absurda e sem limites dos Estados Unidos? A evidência sobre violações de direitos humanos no Afeganistão e no Iraque, protagonizadas por tropas norte-americanas e os contractors, os mercenários contratados pelos Estados Unidos para fazer o trabalho sujo das tropas? A evidência que os Estados Unidos enviaram prisioneiros para serem torturados pelo governo Sírio, que lá torturar não tem problema? Não, vamos falar da agenda política do Assange, claro.

Vale manter um grau grande de ceticismo sobre a santidade do Assange? Claro. Tem dinheiro sujo financiando o trabalho dele? Evidentemente. O Bradley Manning, que vazou a informação para o Assange, é um traidor maldito que tem que ser julgado como tal nos Estados Unidos? Bom, isso é material para outro post. Mas me parece que a situação do Manning é a situação socrática: ele desobedeceu regras por uma questão de consciência, agora ele tem que abraçar as consequências da própria ação.

Segue, no entanto, um indício interessante do nosso tempo que a WikiLeaks abra uma caixa de pandora de denúncias internacionais  e, enquanto os governos colocam panos quentes e ignoram as ofensas mútuas que vieram ao público, somos orientados a questionar o caráter do denunciante,  esquecendo, quase que imediatamente, o conteúdo horrendo que foi colocado no ar.

12 comentários

  1. Tatiana Vargas Maia · · Responder

    Sobre a relação dos jornalistas com os políticos, me parece que a a série “Political Animals” faz um panorama interessante dessa dinâmica com a história da personagem da Carla Gugino.

    Já sobre as reações aos leaks em si, creio que vc está certo – é no mínimo estranho que o conteúdo vazado caia em esquecimento tão rapidamente, ao mesmo tempo em que não se esquece do “caráter” do Assange. Mas para mim o mais interessante é pensar o quão curioso que é que isso tudo está acontecendo nas grandes democracias liberais – EUA e GB. Me parece que esse caso todo é um bom exemplo pra pensar nos limites do regime democrático, e mesmo do famoso universalismo liberal.

    1. Daria para ter feito o post todo sobre isso, Tati.
      Acho que essa “limitação” do regime democrático é um pouco do que o Foucault (aguardo ansiosamente reações apaixonadas) chamava de “double bind”. E é o desafio, digamos assim, do liberalismo político enquanto PRÁTICA. Como a gente faz para ampliar o regime de direitos?

      Mas isso também não acontece SÓ nas grandes democracias liberais. O fato é que o Assange teve sorte de não ter aprontado uma dessas na China, ou em outro lugar menos TOLERANTE com questões de liberdade de imprensa. Isso só repercute dessa forma justamente pq os Estados Unidos e, digamos, as grandes democracias liberais, dão as condições onde esse tipo de situação é sequer POSSÍVEL. Creio que fora de democracias liberais essa situação é simplesmente inconcebível. Não haveriam os meios para que isso fosse acontecer – tanto tecnológicos quanto políticos. O Assange seria morto antes de publicar, o soldado não teria os meios de enviar os segredos, etc…

  2. Fabuloso, Fabs! Vou repassar pro Juremir –ainda hoje estive conversando com ele, estamos montando um projeto em parceria com Montpellier, junto com outros colegas da PUCRS e França. Acho que o jornalismo precisa de gente qualificada e ousada tb para atuar na esfera pública, como vc e a Tati e outros colegas estão fazendo aqui no Distropia… O lance do Assange é bem típico de nosso século, não precisamos mais de herois ou mártires puritanos, acho que os nosso profetas e testemunhas são como as prostitutas do profetismo hebraico, insofar as they deliver despite themselves — aqui está havendo grande cobertura da mídia pelo fato do Equador ter acolhido o Assange e do presidente desse país não ser nenhum santo, mas um cara extremamente bizarro e midiático, to say the least

  3. É impressionante a cara de pau de, contra o homem que simplesmente revelou milhares de segredos de estado e suas canalhices, ainda manterem a acusação de estupro (provavelmente o crime mais fácil de se inventar e de se tentar provar). E ainda vem Hillary Clinton, no seu repercutido discurso em Brasília, dizer que o mundo será dividido entre países transparentes e os que não são: (“No século XXI, os Estados Unidos estão convencidos de que uma das divisões de nações mais importantes não será se estão no Norte ou no Sul, nas religiões ou em outras razões, o que vai dividir as nações é se são sociedades abertas ou não. […] Os governos que se escondem e recusam às ideias de governo aberto tornarão difícil de manter a paz e a segurança. […] Esses governos vão ter cada vez mais dificuldade em prosperar e aquelas sociedades que acreditam que podem se pôr a mudanças […] vão descobrir rapidamente neste mundo da internet que eles serão deixados para trás”). Estou ansioso pra ver o que vai dar o desenrolar do fato do Equador ter oficialmente oferecido o asilo, se o reduto de poder travestido de diplomacia vai ser tipo esse de Hillary. Como diz um personagem numa briga de bar no filme “amarelo manga”, de Cláudio Assis: “quando um homem mais nada tem a fazer, pratica a diplomacia”.

    1. Tá certo que o estupro é um crime fácil de inventar, Filipe. Mas imagina como vai ficar feio pro teu lado se ficar provado que ele realmente estuprou a moça? :P

  4. Mas concordo contigo que é uma tremenda hipocrisia e cara de pau da Hillary falar de transparência numa hora dessas. É a transparência conveniente. Método Ricupero de falar sobre transparência: o que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde.

  5. Li o teu trecho…

    “Talvez fosse o caso de se questionar se abrir esse tipo de informação “sensível” não é o trabalho do jornalista e a gente se acostumou com um modelo de jornalismo cagalhão, que come na mão de governos e de anunciantes.”

    …. e lembrei na hora da coluna do Fernando Rodrigues na Folha de S. Paulo de ontem (http://goo.gl/ursrf):

    “As fontes do WikiLeaks secaram. Os meios de comunicação tradicionais aprenderam o caminho. Vários já usam sistemas on-line, recebem dados e preservam as fontes. A vida segue. Diferentemente do que alguns disseram, o WikiLeaks não mudou para sempre a forma de fazer jornalismo. Assange ajudou a iluminar mais um caminho. OK. Mas é possível andar nessa estrada sem precisar de asilo no Equador.”

    Acho que a coluna do Rodrigues ilustra muito bem o estado das coisas no meio jornalístico. Se o “WikiLeaks não mudou para sempre a forma de fazer jornalismo” (e acho que não mudou mesmo, no pior sentido que isso possa ter), pelo menos teve o grande mérito de escancarar como o jornalismo, em geral – como você disse no post – se transformou em “jornalismo cagalhão que come na mão de governos e de anunciantes”.

    O jornalismo brasileiro, sempre atrás de documentos vazados pela Polícia Federal, é a prova maior disso. O problema é que nada está sendo feito em relação a isso, principalmente da parte de quem poderia fazer, que são os “jornalistas” que dão aula em universidade. Criaturas passam 4 anos em um curso de graduação sendo bombardeadas com o lixo histérico da Escola de Frankfurt e outras falências “pós-modernas”, tornam-se uns idiotas “esquerdinhas” e vão trabalhar em Globos ou Records da vida. E, incrivelmente, continuam alardeando que são as pessoas mais eticazinhas do universo.

    Para citar o meu caso específico (fui processado por dois jornalistas do Rio Grande do Sul, Polibio Braga e Felipe Vieira, financiados por dinheiro público liberado por governantes corruptos – http://goo.gl/3BsSC), fico achando muita graça quando funcionários da Record ou da Globo saem por aí ministrando palestras, principalmente em universidades, sobre “ética”, “jornalismo”, “democracia”, mas silenciam quando seus colegas estão envolvidos em crimes (nesse caso, nem a documentação da Polícia Federal, disponível desde 2009, adiantou para alguma coisa):

    “Jornalistas gaúchos (RBS e Record) acobertam corrupção

    April 8, 2010 – 9:54 am

    Lendo o texto abaixo, você entenderá algumas razões pelas quais tantos casos de corrupção, principalmente durante o governo Yeda Crusius (PSDB), são abafados no Rio Grande do Sul.

    Jornalistas como JOSÉ BARRIONUEVO (ex-RBS), FELIPE VIEIRA (ex-BAND-RS, atualmente na Rádio Guaíba) e FERNANDO ERNESTO DE SOUZA CORRÊA (jornalista e um dos maiores acionistas da RBS) são alguns dos inúmeros envolvidos.

    Anexos no final do texto.”

    http://naodeunojornal.wordpress.com

    Enfim, o que quero dizer citando esse caso, é que outro “uso” da questão WikiLeaks será isso virar o tema de aulinha cretina de jornalismo, enquanto todo mundo fecha os olhos para a merda que está ao seu lado.

    1. Escrevi esse post com tudo isso em mente, Walter. Inclusive, se existe um exemplo notável do “jornalismo de conveniência”, é o Brasil (e particularmente o RS), que criou uma malha de legitimiação e dependência mútua que torna qualquer material REALMENTE inconveniente impossível. Só vaza o que interessa e quanto interessa, e só é punido quem se tornou irrelevante para o esquema.

      Nixon tinha razão. Roube muito, roube com muita gente, roube por muito tempo.

  6. Há muitos assuntos comentáveis aqui, mas me restrinjo ao papel do paranóico hebraico (pra parafrasear o Nythamar): com quem Assange foi trabalhar depois, e quem – of all people – ele entrevista? E, pegando o gancho da Tati: “isso tudo está acontecendo nas grandes democracias liberais”. Indeed. Documentos revelando problemas gravíssimos NÃO relacionados primariamente às democracias foram revelados pelo Wikileaks, granted; mas, que resultado tiveram? É inegável que o grosso do dolo foi sofrido por US e democracias, por terem tido suas bankruptcies éticas expostas (ao passo que ninguém espera outra coisa que não uma “ética” a la Assad do mundo árabo-islâmico, so nobody gives a monkeys quando isso é revelado).
    Juntando uma coisa com a outra, a teoria paranóide parece bastante plausível. Alas, como sói acontecer com sistemas paranóides.

    1. Marlon, não questiono o caráter do Assange, nem para quem ele está trabalhando. Mas acho que podemos esperar (ou exigir) que nossos governos sejam melhores que o Assad, e não que mandem prisioneiros para serem torturados pelo Assad na esperança que a coisa jamais venha ao público.

      E o grosso do dolo é sofrido por US, UK e outras democracias liberais justamente, como já disse para a Tati, por elas estarem em uma situação onde tal dolo é sequer CONCEBÍVEL. No regime Chinês, o que é escondido não vai vir ao público assim – e é de se questionar o que eles escondem, já que o que vem ao público, divulgado pelo próprio governo, já é tão horrível.

      E outra coisa é apontar para uma certa.. hipocrisia, se desejamos falar assim, do regime de direitos, na qual falamos um monte do record de direitos humanos alheios, mas estamos inclusive financiando e ajudando esses paises a ter esse record (quantas das torturas na Siria e no oeste da áfrica não foram feitas e financiadas pela CIA? quantos desses regimes não foram financiados pela CIA em algum momento?)

      são perguntas, creio eu, que a gente deveria estar se fazendo no contexto do que o Assange trouxe para a baila. Mas, preferimos falar do fato dele não dar a descarga quando ele sai do banheiro na embaixada Equatoriana, ou do fato dele ter aliados questionáveis.

      Tudo isso é verdade. Mas também é muito CONVENIENTE.

  7. […] se lembram do bafafá que rolou no meio de Agosto sobre o Assange, o Equador e a Grã Bretanha? Pois na semana passada, um […]

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