Prioridades acadêmicas, custos e riscos

Estou tentando escrever algo sobre esporte, risco e filosofia tem algum tempo. Desde que o cronista-mor da intelectualidade gaúcha falou um monte de asneira sobre Artes Marciais Mistas (o vulgo MMA), eu ensaiava escrever algo sobre o nível quase suicida de dedicação que qualquer esporte praticado em nível profissional exige. No fim das contas, não conseguia achar um ponto interessante para fazer a discussão.

Isso até assistir esse debate:
http://fora.tv/embed?id=14927&type=c

Ban College Football from Intelligence Squared U.S. Debates on FORA.tv

O debate tem quase duas horas e eu não espero que qualquer leitor do blog divida a minha tendência ao masoquismo, então lá vai o resumo da coisa:

Quem vê os esportes norte-americanos de fora acha que o grande negócio são as ligas profissionais: NBA, NFA, e por aí vai. Na realidade, estas ligas não têm o mesmo alcance e repercussão das chamadas ligas universitárias. Tanto o basquete quanto o futebol universitário são negócios que mobilizam bilhões de dólares. Técnicos de times de futebol e basquete ganham mais que os presidentes das universidades, e investimentos em estádios muitas vezes superam o total dos outros investimentos da universidade. Aqui na Southern Illinois University, onde eu e a Tatiana estudamos, a construção do novo estádio de futebol (para 30 mil pessoas em uma cidade com 25 mil habitantes), mobilizou cerca de 70% dos recursos da universidade, isso em um período no qual departamentos inteiros estão sendo tirados do programa acadêmico. Um detalhe importante: o nosso time de futebol americano é uma merda. Para todos os efeitos, somos parte da segunda divisão da liga universitária e a última vez que o time fez qualquer coisa digna de nota foi na década de 70-80 (quando a liga universitária ainda não era esse animal multi-milionário).

Com toda essa grana, é surpreendente que os jogadores da liga universitária não são pagos. Pelo menos não oficialmente. Eles ganham bolsas de estudo, e tem “incentivos” para optar por certas universidades. As revendas de automóveis locais sempre se certificam em garantir carros esporte de primeira linha para os melhores jogadores, e os restaurantes locais se certificam que eles não paguem um centavo em comida. Mas isso é pouco, muito pouco, diante da grana que esses jogadores mobilizam e da  quantidade de dinheiro que os técnicos ganham para ficar gritando na beira do campo.

Além disso, existe uma discussão interessante sobre riscos. Futebol americano é peculiar no cálculo de risco agregado. Jogar futebol americano, como coloca um dos camaradas no debate, é se expor ao mesmo impacto que um carro sofre a colidir com um muro a 60 km/h – cerca de 4 ou 5 vezes por jogo. Mesmo no treinamento, jogadores ficam expostos a impactos extremos, que aumentam exponencialmente as chances de danos neurológicos permanentes antes dos 40 anos de idade. Não é incomum ouvir histórias de jogadores de futebol que, aos 45 anos de idade, estão com episódios de demência persistente, dano cervical irreversível e outros acidentes de trabalho bastante inconvenientes – para dizer o mínimo.

O Malcom Gladwell, que participa desse debate, comparou jogadores de futebol com cachorros que participam de rinhas de combate para o entertenimento alheio. A comparação é hiperbólica, é claro. Cachorros que participam de rinhas de combate não são capazes de dar consentimento para o que fazem, muito menos têm qualquer tipo de benefício razoável na prática. Mas o ponto associado é o seguinte: a universidade seria o ambiente adequado para expor indivíduos dessa maneira? Mais ainda, a universidade deveria incentivar a prática desses esportes com investimento pesado?

Existem motivos para a gente suspeitar do investimento pesado em esportes nas universidades americanas. Tudo indica que esses investimentos acabam privelegiando coisas que são distrações na rotina acadêmica. No debate, Buzz Bissinger aponta para estudos comprovando diminuição de tempo de estudo e de dedicação acadêmica durante períodos de sucesso esportivo e  também para o estabelecimento de uma ilusão perversa, na qual a carreira esportiva é tida como a principal alternativa para alunos carentes.

Pois bem, tudo isso é verdade. As grandes ligas esportivas universitárias corroem, em diversos sentidos, o estabelecimento de prioridades dentro das universidades norte-americanas. Elas são nocivas para a saúde dos alunos que praticam esses esportes, elas implicam em uma série de ilusões sobre as possibilidades de vida para alunos carentes, e elas invertem a forma como recursos deveriam ser investidos.

Disso, devemos concluir que banir as ligas universitárias, estabelecendo um modelo de liga-de-acesso, profissionalizada, fora da universidade, é a melhor solução?

Primeiro lugar, creio que é importante falar sobre risco e consentimento. Esse é um debate complicado. Existem práticas para as quais é impossível dar consentimento? Ou para as quais o consentimento depende da condição mental do indivíduo? Certamente queremos dizer que crianças, ou indivíduos com problemas cognitivos, não podem dar consentimento para certas práticas. Por exemplo, não importa o quanto você pensa que uma criança deu consentimento para uma prática sexual, não há modo de justificar fazer sexo com uma criança de 11 anos de idade. Mas um jovem de 16 anos tem capacidade de contemplar os riscos associados com entrar em um campo de futebol e colidir de frente com um outro jovem de 16 anos? A pergunta é similar com “um jovem de 16 anos tem capacidade de contemplar os riscos associados com o intercurso sexual com outro jovem de 16 anos”. Ambas as práticas tem riscos associados, e certamente seria idiota tentar banir o sexo entre jovens de 16 anos (neste caso, boa sorte punindo todos os envolvidos). Mas no caso, a pergunta é se a escola – antes da universidade -, deveria incentivar a prática do futebol (ou do sexo) entre jovens de 16 anos. Me parece que o ideal seria dar informações relacionadas com essas práticas. Com relação ao sexo, a gente fala de doenças, ensina a usar camisinha, fala de métodos anti-concepcionais e da importância de consentimento. E nos esportes de alta-intensidade, o que a gente faz? Explica que a probabilidade de ter sucesso em uma carreira esportiva é quase nula? Explica que embora seja importante fazer atividades físicas, tem que ressaltar que nem todo mundo vai conseguir ser profissional? Se certifica que a prática, dentro das aulas de educação física, não vai expor os alunos a lesões neurológicas permanentes? Isso vai realmente persuadir os alunos a, primeiro, praticar os esportes de forma menos intensa, e, segundo, não criar expectativas insanas sobre o próprio futuro atlético? Simplesmente não tem como saber.

Sobre as ligas universitárias: no Brasil, não temos este modelo. Mas, também não temos um modelo que possibilita aos nossos atletas o acesso ao ensino superior. E todos sabemos as consequências disto para a os atletas após o fim das carreiras profissionais deles. No mais, creio que a ligação do sucesso do time universitário a diminuição da performance dos alunos poderia ser feita, facilmente, com times “da cidade”. Por exemplo, uma boa performance do Grêmio na Copa do Brasil, diminui a performance dos alunos gremistas na Universidade. Portanto, a liga do Brasil não conduz a uma boa performance acadêmica. Também é verdade que jogadores profissionais de futebol têm lesões, e muitas vezes têm maior incidência de depressão e abuso de substância do que a população em geral. Devemos, portanto, proibir a Copa do Brasil?

A questão, aqui, é que banir a formação de ligas universitárias bane uma questão quotidiana e banir práticas quotidianas simplesmente não funciona. As pessoas vão continuar jogando futebol nas universidades norte-americanas, assim como jovens vão continuar batendo bola no intervalo da escola. O nível de competitividade vai aumentar conforme o número de jovens jogando refinar a própria técnica, e com isso o nível de exigência da prática vai ficando cada vez mais “precoce” – daí jovens de 16 anos jogando bola na mesma intensidade que profissionais de 27. As universidades têm como proibir que alunos usem as cores da universidade em jogos informais? Até tem. Mas vai fazer o quê? Expulsar esses alunos? Punir? Por jogar bola?  Eles têm como impedir que alunos da universidade “x” joguem bola com alunos da universidade “y”? E que um grupo de curiosos pare para assistir? Eles tem como impedir que, percebendo o número de curiosos, os times se organizem para pedir uma contribuição para ir do ponto “z” até o ponto “a”? Me parece que as ligas surgem justamente para proteger esse processo e dar alguma medida de segurança para os atletas, e, claro, ganhar uma boa grana no processo – o que, é bom lembrar, é melhor que deixar os alunos jogados para a própria sorte enquanto usam as cores da Universidade.

A solução do banimento me parece a solução mais simples, óbvia. E por isso mesmo, equivocada. Banir coisas que a maior parte das pessoas fazem é simplesmente idiota. Da mesma forma que banir o consumo de cigarro é idiota. Ou banir a maconha é idiota. Tem como punir todo mundo? Claro, nenhuma universidade tem ligas de Maconha que disputam com ligas de Maconha de outras universidades (ao menos não oficialmente, mas sabemos que no Brasil, por exemplo, existe um campeonato informal anual dessa modalidade chamado REUNIÃO DA ANPOF). Mas ainda assim, por mais que eu ache as ligas universitárias norte-americanas bizarras – e acho particularmente bizarro o nível de investimento feito pelas universidades nessas ligas -, não consigo concordar com a idéia de banir as ligas. E digo isso porque penso que o argumento que permite banir as ligas deveria nos autorizar a permitir o banimento da prática desses esportes em nível profissional.

A parte do argumento que eu acho mais sedutor é a do risco. O risco é realmente enorme. Mas insisto nisso: qualquer esporte praticado em nível profissional tem riscos absurdos. A maior parte dos atletas profissionais se habitua a viver com dor e danos permanentes decorrentes das práticas. Mesmo práticas aparentemente neutras, como natação, tem um nível de exigência tão alto que a média de prática competitiva para atletas profissionais está na casa de seis anos (com sorte, duas olimpíadas). Depois disso, a extensão de lesões e danos é tão grande que a carreira profissional (competitiva) do atleta está, via de regra, no lixo. Vamos banir o atletismo profissional? Mais ainda, existe uma forma de banir o atletismo profissional? Vamos estabelecer um limite para a forma como esses esportes devem ou não devem ser praticados? Me parece que a melhor solução aqui é dar todo o set de informações possíveis para os atletas, e tentar estabelecer, pela educação dos atletas, uma rotina menos brutal de treinamento. Mas ainda assim, tem um elemento de escolha racional aqui: para o atleta, que quer vencer, existe sempre a possibilidade do competidor estar fazendo uma rotina mais brutal, não estar levando a coisa nos termos “estabelecidos” como racionais. E para o cara que quer competir, importa terminar na frente – é parte da natureza da competição.

Em última medida, este micro-cosmo do atletismo, dos esportes de alta-intensidade, reproduz  muitas das nossas celeumas de ordem política. E muita da irracionalidade dos nossos processos de escolha de forma geral. Escolhemos por ações completamente irracionais, anti-intuitivas, e que nos trazem dano no longo-prazo porque queremos vencer um ponto ali na frente. Na economia, chamamos isso de Wall-Street. O operador da bolsa de valores, na média, tem uma vida útil parecida com a do atleta (em termos de competitividade). Os motivos são parecidos. De  quebra , esperamos que educar indivíduos sobre como eles tomam decisões vai, em última medida, possibilitar a tomada de decisões mais colaborativas. No entanto, o que acontece é mais  Hobbesiano: mesmo os indivíduos informados parecem tomar decisões em termos individualistas – por medo que o outro indivíduo tome essas mesmas decisões antes dele. Em teoria dos jogos a gente chama isso de (-2,-2) ou (2,-2): a ação pode te trazer o melhor ou o pior benefício possível. Mas ela sempre traz o pior cenário possível pro teu adversário. Via de regra, indivíduos em cenários competitivos (isso que a gente se acostumou a chamar de “vida”) optam por essa opção. A gente chama isso de “irracionalidade optimizada” em Rational Choice – no mundo real, a gente chama de corrupção.

13 comentários

  1. Tatiana Vargas Maia · · Responder

    Excelente post, Fabi. :)

    Mantendo a discussao nos termos da Rational Choice, me parece que a gente nao pode deixar de falar dos incentivos sociais (para alem da questao das scholarships e free meals) que adolescentes e jovens adultos (bem como suas familias) recebem nesse processo que vc desreveu: ser um quarterback na escola ou no seu ano de calouro (freshman year) – ou ser a mae e o pai de um quarterback – traz beneficios em termos de status social que muitas vezes sao mais enfatizados do que os riscos associados a pratia do footbal.

    Enfim, coisas que se aprende vivendo numa cidadezinha no interior dos EUA. :P

  2. Sim, tu também tinha comentado comigo a questão de como os pais poderiam ser decisivos nessa discussão persuadindo os filhos a não participarem desse tipo de prática e pressionando as escolas e faculdades a não oferecerem ou incentivarem a prática de Futebol Americano. Me parece que aí taria uma boa saída, ao menos no plano de investimento. Mas, de novo, entra a questão do contra-ponto. Enquanto alguns pais incentivarem e a comunidade perceber a prática com uma coisa digna de “status”, é complicado. Vira dilema do prisioneiro de novo. E se entra no dilema, sabemos, dá merda.

  3. Tatiana Vargas Maia · · Responder

    Por sinal, essa discussao sempre me lembra dessa propoaganda da Toyotta: http://www.adstorical.com/commercial/3431/wake-forest-toyota-safety-technology-for-football-players

    Ou seja, um choque numa partida de football e tao violento como uma batida de carro, mas hey! Estamos usando tecnologia automotiva pra tentar melhorar a situacao de injuries no campo…

  4. Follow the money, beibi.

  5. Muito interessante o teu post, Fabs! Acho que não entendi bem a comparação com o texto do Juremir sobre Palomas/PoA. Creio que em todo lugar onde nós vivemos, moramos algum tempo e/ou visitamos sempre vamos ver um monte de costumes ou práticas coletivas que nos parecem pouco interessantes, estúpidas ou até que, num momento de desabafo e cansaço de sensibilidade de alteridade, diversidade e relativismo cultural, chegamos a dizer que deveriam ser banidas. A meu ver, as ligas universitárias não seriam uma dessas atividades, embora eu pouco me interessasse pelo college football nos anos em que vivi pelos States –ao contrário do college basketball (Villanova foi campeão da NCAA quando eu morava em Philly), até porque sempre fui um B-ball fan, nas quadras e diante da TV (com a NBA). Mas quem é que acompanha cricket, rowing ou golf –e existem ligas dessas na Commonwealth e ex-colônias (US included!) mundo afora… UFC –pra mim, tô fora!– mas entendo que outras pessoas pensam outramente. Acho que tourada ou farra-do-boi já é mais complicado, tomo posição contra em nome dos pobres animais que são covardemente humilhados, torturados e/ou exterminados em foros públicos –a meu ver, uma vergonha para a humanidade (não precisa ser vegeteriano!)

  6. Pois é, como eu disse, meu problema com o argumento do Juremir sobre o MMA (e eu acho que não chamaria de argumento, para ser franco), é que ele parece indicar a “barbarie” da prática, sem perceber que os argumentos dele sobre a “violencia”do MMA é facilmente colocada para qualquer outro esporte em nível profissional.

    Agora, sobre farra do boi, tourada e coisas do tipo, não acho que sequer dar pra comparar com qualquer tipo de pratica esportiva (ou jogo). São coisas bem diferentes, e sem propósito algum. Mas, tem público disposto a pagar…

  7. Entendi agora –mas MMA pode ser, de certa forma, equiparado com boxing, jiu-jitsu ou karate, e até hoje se questiona o que é que devia ou podia ser modalidade olímpica –pra não falar de futsal, capoeira, xadrez e outros tipos de práticas desportivas… Isso tudo nos faz repensar as metáforas de semelhanças de famílias utilizadas pelo Wittgenstein e no livro do Bernard Suits, The Grasshopper: Games, Life and Utopia: http://www.amazon.com/The-Grasshopper-Games-Life-Utopia/dp/155111772X

  8. “Aqui na Southern Illinois University, onde eu e a Tatiana estudamos, a construção do novo estádio de futebol (para 30 mil pessoas em uma cidade com 25 mil habitantes), mobilizou cerca de 70% dos recursos da universidade, isso em um período no qual departamentos inteiros estão sendo tirados do programa acadêmico.”

    Southern Illinois University = Cidreira.

    Isso tudo só faz crer que futebol americano tem o mesmo objetivo que futebol no Braziu: lavagem de dinheiro (na melhor hipótese, trata-se de banditismo em gastar dinheiro com esse tipo de coisa). Não acabará, portanto. O melhor exemplo disso, como todo mundo sabe (não), é o Pasto, o único lugar no universo em que uma mesma empresa pública (Banrisul) patrocina dois times “rivais”. Sim, também é o único lugar no universo em que idiotas (idiotas = estar alienado do universo) acham tudo bem torcer para um ou para o outro time como se eles fossem oponentes (enquanto um estado falido que não consegue pagar nem salário decente para professores sustenta isso). Zzz.

    O problema, então, não é questão moral de proibir ou não qualquer coisa, é o crime que está por trás da coisa (mas é sempre feinho pensar nessas coisinhas chatinhas e aborrecidas).

  9. Pois é, mas é interessante ver como micro-cosmo do esporte reproduz a roubalheira geral. Inclusive, acho interessante que – ao menos até onde eu consigo lembrar, o Sennet não chega a abordar isso no Corrosão do Caráter – embora fosse uma das frentes onde a tese dele teria mais, digamos assim, visibilidade…

    Sobre a mesma empresa publica patrocinar times rivais, acho que isso não é o caso nos EEUU apenas pela falta de empresas públicas. Mas não é anormal a mesma empresa patrocinar times diferentes (tipo a Bud, que patrocina quase todos)

  10. Empresas públicas ou não, a questão é que esporte, por movimentar quantidades imensas de dinheiro, é a principal área de lavagem de dinheiro do mundo. Na França, por exemplo, também só empresas privadas financiam futebol e todo mundo sabe que é lavagem e, como no Rio Grande do Sul, cachoeira (palavra do momento) de dinheiro público para caixa 2 de campanha política. Ninguém se importa.

    Este é um dos estudos mostrando, mas tem outros trocentos em inglês: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/07/090701_futebollavagemebc.shtml).

    Aí cabe a cada um decidir o que está endossando. Zzzzzz. Ronc.

  11. E essa foto do Cristiano Ronaldo, hein?

    Em tempo: concordo integralmente contigo. Mas, apesar disso tudo, me parece que a melhor resposta não é proibir a organização de ligas. Até porque, me parece que a proibição de qualquer coisa jamais foi a melhor forma de coibir corrupção – e, de quebra, se não se lava dinheiro nisso, lava-se em outras coisas. Qualquer morador de Porto Alegre sabe bem o que sustentava os rodizios de pizza por 4,99 da Cristóvão Colombo….

  12. Também sou totalmente contra o pânico moral de sair proibindo tudo. Aliás, moralismo e campanha de caridade são os maiores sinais de roubalheira humana.

    Só acho que, no caso de esportes milionários, como futebol (americano ou não), e considerando essa demência da construção do estádio aí, a coisa está longe de ser uma questão moral. Portanto, não vão proibir porque serve para roubar.

    Só sendo MUITO demente para acreditar, por exemplo, que um jogador do Grêmio – ou de qualquer outro time de lugar de periferia do Braziu – custe “alguns milhões de euros” (um pouco mais do que a pizza de R$ 4,99 de POA) e que esse valor seja REAL:

    “Na última quarta-feira, após a vitória por 3 a 0 sobre o Ipatinga, pela Copa do Brasil, o presidente Paulo Odone confirmou que o clube deve se desfazer de ao menos um jogador do seu elenco por alguns milhões de euros.” (12 de abril de 2012, http://goo.gl/2Uk9t)

    O fato de estar cheio de juiz, promotor, policial, político e publicitário nos comitês diretores de times de futebol também deve ser só mera coincidência e esse pessoal todo só quer incentivar o esporte… zzz.

    Da mesma forma, também não dá para acreditar que alguém como o Rubinho estava na Fórmula 1, e agora na Indy, COMPETINDO DE VERDADE…. é muito Mundo Show da Xuxa de Fantasia Way of Life.

  13. marcosfanton · · Responder

    Um assunto que me chama atenção nos esportes também é a questão das DORGAS (carckk, dópingui). Como tu mesmo disse, quando tu vira um competidor, teus adversários e as estratégias deles são levadas em consideração e eles podem, digamos, comer bastante BIFE CONTAMINADO (http://veja.abril.com.br/noticia/esporte/alberto-contador-e-suspenso-e-esta-fora-do-tour-de-france-e-de-londres-2012–2). E a questão que surge é isso que o Waldevino acabou de mencionar: afinal, os esportes de alto rendimento são competições de verdade ou são shows da xuxa?? E se liberássemos as substâncias atualmente proibidas, pelo menos não teríamos uma competição um pouco mais transparente? Tipo: ok, come teu bife que eu vou ali fazer transfusão de sangue, mas vamos ver quem tem culhão pra subir o Alpe D`Huez ASSOBIANDO??
    Enfim, tudo isso pra lembrar o ciclista que “pode” ter se dopado mais que qualquer outro na história do ciclismo e, mesmo assim, fez coisas que não seriam possíveis com doping (só com muita munheca e coxa). :P
    http://www.youtube.com/watch?v=RtZhG2kWVLY (***BREATH-TAKING ACTION*** TAKE CARE). :P

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