What we talk about when we talk about privacy?

É  interessante pensar na Internet como essa coisa sem fim, essa nuvem de informação infinita. E agora existe uma tendência de ser pensar não só sobre o tamanho, mas a estrutura dessa rede. Isso acontece porque existe muita coisa sendo enviada e recebida diariamente por cada desktop, notebook, celular, tablet e milhões de outros aparelhos que de uma forma ou de outra estão conectados à Internet, o que gera milhões de teias e níveis que se entrelaçam e confundem dentro da Internet.Com isso vem a pergunta: e o que rola com toda essa informação? Com a MINHA informação?

A gente perde noção do que acontece com cada clique dado na Web, e é sempre importante lembrar que só porque uma empresa diz que não divulga suas informações para nenhum outro “parceiro”, não significa que ela não esteja fazendo nada com essa informação. Cada clique, cada like, cada download, cada opção que você faz online está registrada em algum lugar, às vezes é por uma ferramenta que você usa sem pensar, outras é por causa dos serviços que você compra.

Eu encontrei esse vídeo do Michael Rigley que analisa a troca de informações diárias de um usuário com um smartphone na mão e um plano de dados no bolso. Ele descreve que a média diária de informações “banais” enviadas e catalogadas por empresas de telefonia é de 736 por cliente. 736 pedacinhos de você sendo guardados em forma de bits and bytes. Isso levanta questões de privacidade e sobre como uma terceira parte pode influenciar na documentação de coisas que provavelmente você mesmo não lembra que fez. A minha pergunta é: quão privada é sua vida, ou melhor, o quanto que você acha que sua vida é realmente privada? Ou você acha que o Google Ads e o Facebook Ads simplesmente adivinharam que você secretamente gosta de Hair Rock e sonha em  fazer uma tramp stamp de golfinho?

9 comentários

  1. The real Big Brother is coming.

  2. Tatiana Vargas Maia · · Responder

    Fiquei meio assustada com esse (ótimo) vídeo – se discute tanto sobre questões de privacidade com relação às atividades de empresas como o Google e o Facebook, mas nunca havia lido/ouvido nada a respeito das companias telefônicas (dãã).

    Será que ainda faz sentido pensar em privacidade na forma como essa questão era conceptualizada antes da virada do século?

    O outro ponto que me parece digno de discussão são as dinâmicas de trocas que acontecem durante essa “erosão” da privacidade: afinal de contas, qquer pessoa que já se beneficiou de uma indicação bem feita do google ou da amazon baseada em sua browsing history sabe que nem tudo é mazela.

    A mazela parece ser justamente estabelecer os limites dessa nova dinâmica de privacidade – até onde estamos dispostos em abrir nossa vida privada em nome da conveniência.

  3. Sabe, eu fico pensando se algum dia fez sentido pensar no ideal de privacidade que a gente construiu…

  4. Acho esse artigo do Eco sobre o assunto sensacional:
    http://www.privacy.it/eco.html

    (só achei em Gringolês, desculpa)

    1. Tatiana Vargas Maia · · Responder

      Google Translate tá aí pra isso.

      OH WAIT!

  5. pois é, talvez o ideal de privacidade seja super ilusório. de todo modo, na era pré-internet não era tão facil saber sobre o que nos interessamos, o que fazemos, etc. mas como disse a ana paula, a internet é uma rede infinita: através dela você pode se armar de meios para ficar anônimo. dando dois exemplos:
    https://tails.boum.org/index.en.html
    http://proxyswitcher.com/
    o primeiro é sistema operacional linux-based (o TAILS) que pode ser inicializado num live USB e deixa suas atividades na web anônimas. o segundo é um mecanismo de distribuir diferentes proxys numa grande rede, de modo q seu IP não se torne identificável. então, se quisermos dificultar para as empresas, governos ou possíveis googles enigmáticos em suas intenções, temos ferramentas (me lembro do lema, usado em uma brincadeira pelo fabricio, “we are legion”, kkkkk)

  6. Eu acredito que com tecnologia barateando e se inserindo cada vez mais na nossa rotina, vários conceitos mudam. Quando eu tive meu primeiro celular, privacidade pra mim era dar meu número só pra quem eu conhecia e sabia que ia me ligar. Quando eu entrei num chat do UOL pela primeira vez, privacidade era não contar a cidade que eu morava. Assim como nossa perspectiva do que é comunidade, relações pessoais e identidade mudaram com a inserção de tecnologia móvel, privacidade também mudou, o problema é que diferente de todas essas coisas, o que rolou com as questões de privacidade foram muito mais agressivas e aconteceram por todos os motivos errados.

    Existem sim maneiras de se proteger, Tor taí pra mostrar isso, mas a verdade é que se você quer se proteger de rastreamentos mais básicos, como Facebook e Google, e até os que você não tem idéia que ocorrem, como os de empresas de telefonia, complica um pouco mais. Se você sequer tenta usar o Facebook com qualquer bloqueador, ele quebra, nada funciona, você não navega.

    A verdade é que a gente cede essas informações pq é conveniente pra gente, o problema é que não tá claro ainda pra quem essas informações estão sendo vendidas, e o que se está fazendo com cada pedacinho online da gente, e pra mim é onde pega. Argumentar pró-transparência nessas redes é muito lindo, é muito fácil, mas é super complicado de implementar pq ainda existe muita gente que não tem nem noção que essas coisas acontecem, ou não entendem a estrutura de como isso acontece e a dimensão da quantidade de informação que tá sendo sugada e repassada. E no final das contas, é mais fácil pra essas empresas deixarem todo mundo no escuro e mascararem o uso das informações como formas de melhorar e personalizar o serviço, que na atual estrutura da Web faz sentido, quando você baixa o preço das tecnologias que geram acesso, outras coisas tem um aumento de valor, nesse caso, atenção, personalização, acessibilidade, e afins.

  7. este assunto merece mesmo uma análise detalhada e a explicação de como funcionam os mecanismos de coleta de informações dos usuários. acho q este é um tema q merece atenção especial aqui, e certamente vamos voltar a isso no distropia. a questão do não-funcionamento do facebook com bloqueador, por exemplo, está em análise a fú (pessoal da electronic frontier foundation e hacker news estão se puxando no assunto!).
    só lembrando: pra quem usa firefox, com a combinação Ctrl+Shift+p você entra no modo anônimo; e no chrome a mesma opção é selecionada com Ctrl+Shift+n
    =]

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