Ainda sobre o livro do Nicolelis: alguns questionamentos

A filosofia e a neurociência nunca foram, digamos assim, muito amistosas ao dialogar. Volta e meia encontramos notícias em jornais ou revistas especializadas afirmando que neurocientistas realizaram um experimento que demonstra a ilusão da liberdade e da escolha livre (free will) dos seres humanos. Convidam, daí, um filósofo para tentar desmentir o experimento, acusá-lo de insuficiente ou, ao menos, tentar salvar seu emprego. Um exemplo recente é este artigo que saiu na Nature. Ao mesmo tempo, vemos filósofos entusiasmados com as descobertas da neurociência e mostrando a quantidade de pseudoproblemas e teorias mal-concebidas de filósofos que não se atêm a essa fabulosa área do conhecimento. Ou, ainda, filósofos decididos a desmentir e destruir qualquer teoria neurociência que diga algo sobre o ser humano ou a sua capelinha teórica.

Eu não quero criticar tais atitudes, pois muitas vezes estas partem sempre de um ataque e uma defesa e, com isso, acabam polarizando o debate (“mim, filósofu, tu, cientista” – e vice-versa). Mas, ao mesmo tempo, é difícil ouvir alguém dizendo que a tua área do conhecimento pode ser suplantada por outra: é como se um advogado dissesse que processos são irrelevantes ou se um cirurgião negasse a sua precisão com o bisturi. Enfim, vamos aos questionamentos:

A primeira e imediata questão que devemos fazer é a seguinte: qual a relação entre filosofia e neurociência? Como um filósofo deve ler os enunciados que descrevem as teorias e descobertas de um neurocientista? E como esse deve ler os filósofos? Há um possível diálogo?

Certamente, um filósofo não deve ler o livro do Nicolelis, por exemplo, apenas em um nível científico, na tentativa de refutar ou aderir a suas descobertas e teoria (eu não ousaria teclar uma palavra sobre esse assunto). Afinal, quanto tempo suado de pesquisa ele tem em um laboratório? Quantas horas ela passou projetando modos de pesquisar com animais e adaptar aparatos tecnológicos complicados a eles? Ora, nenhuma! (claro, estou pensando aqui na maioria dos filósofos, isentos de um trabalho interdisciplinar intenso).

Mas, se partimos do pressuposto que a filosofia é uma atividade teórica, que trabalha com conceitos e teorias conceituais de maneira argumentativa e racional, então, podemos dizer que é a partir da linguagem que encontramos a possibilidade de um ponto de contato ou de um diálogo com as ciências.

Um dos autores que trabalha desse modo, em um estilo wittgensteiniano, é o filósofo inglês P.M.S. Hacker. Para ele, as ciências produzem conceitos novos e, em sua sistematização, teorias que podem ser testadas no mundo empírico (claro, existem teorias que não, como matemática, etc.). Já a filosofia não produz, propriamente, teoria; esta tem a tarefa de esclarecer conceitos existentes e a conexão entre eles. E ela pode ser sistemática, na medida em que trata de elaborar um quadro conceitual a partir deste esclarecimento. Veja-se, por exemplo, a sua noção de antropologia filosófica: “é a investigação das formas de explanação e dos conceitos característicos do estudo do homem. A descrição sistemática desta rede de conceitos nos habilitará a lançar luzes sobre uma multiplicidade de problemas filosóficos e controvérsias acerca da natureza humana e das formas de explanação do comportamento humano”. Portanto, essa tarefa não é empírica, mas conceitual; é a formação de uma gramática: determinamos, nós filósofos, o limite do que faz sentido dizer e o que é nonsense.

É claro que essa não é a única visão possível, mas é uma bastante interessante. Puntel também trabalha de maneira um pouco parecida, isto é, ele também dirá que a tarefa da filosofia situa-se no apontamento de “elementos obscuros, ambiguidades e extrapolações da física, coisas de graves consequências que facilmente podem se imiscuir pelo emprego descuidado e indiferenciado dessas formulações” (em Estrutura e ser). Mas, Puntel será mais radical, ao afirmar que toda ciência pressupõe um quadro teórico e que o filósofo deve examinar a coerência desse quadro.

Tudo isso (ou apenas isso) para poder dizer que a linguagem é um dos elementos fundamentais para lidarmos com essa difícil relação entre filósofos e científicas (O Fabs descreve algo parecido no seu post sobre astronomia). E tudo isso, ainda, para dizer que meus questionamentos sobre o livro do Nicolelis parte mais de um pedido de esclarecimento conceitual e teórico.

[1] Bom, vamos começar com a primeira tese do Nicolelis que expus no post anterior: “o cérebro humano é o responsável pela criação de tudo aquilo que chamamos de realidade (a partir de um modo relativista)”. Este enunciado, acredito, não pode ser encarado apenas como científico, mas também como filosófico, pois trata, por exemplo, do conhecimento, da realidade, da verdade. Não sei bem como poderíamos denominar essa teoria abrangente de Nicolelis. Talvez, poderíamos batizá-la de um “idealismo relativista cerebral”? Ou apenas de um “relativismo cerebral”? :P  “Idealismo”, pois toda a realidade (inclusive nós mesmos) é dada apenas a partir de uma simulação ou subproduto do cérebro. “Relativista”, pois esta simulação da realidade sempre dependerá do estado global interno a cada instante do cérebro (segundo o princípio da contextualização) e, além disso, o cérebro sempre assimilará imediatamente novas formas de obter informações sobre o mundo. E “cerebral”, evidentemente, porque tudo isso parte do cérebro – e não de um agregado de átomos ou células neuronais; isto é, o cérebro é encarado como um todo.

Se eu formulei isso de maneira correta (ou minimamente correta), vemos que, com isso, toda a forma de conhecimento, de comportamento e de verdade se situa na dimensão de populações neuronais ou, em última instância, do cérebro. Exemplo: quando eu vejo um livro em cima da mesa e digo que ele é verde, tenho sempre que me reportar, em um caráter explicativo, para os receptores sensoriais periféricos do corpo, a sua tradução para o sistema nervoso central e o estado dinâmico global deste. E isso dependerá, ainda, de todo o conjunto de memória que o indivíduo acumulou em sua biografia, que irão, digamos assim, sempre ser projetado mesmo antes da informação dos sinais periféricos (p. 416). Disso, Nicolelis conclui, explicitamente, que “não há a tão procurada verdade absoluta, porque o cérebro é um mero escravo daquilo que, por exemplo, nossas retinas dizem ver” (p. 417). Isso é extremamente relevante!

Por outro lado, podemos nos perguntar: se Nicolelis acaba formulando uma teoria abrangente, por que essa teoria deveria ser considerada como a teoria verdadeira? Como essa teoria se situaria em relação a outras? Ela admitiria outros tipos de teorias? Ou deveria ser mais restrita?

[2] Minha segunda questão diz respeito a um conceito que eu acho extremamente interessante, pois vários filósofos contemporâneos também o utilizam, ainda que de outro modo: é a noção de “propriedade emergente”, isto é, alguns objetos (entes, etc.) possuem determinadas propriedades que só se tornam previsíveis (cognoscíveis) quando não são consideradas isoladas, mas em rede. Nicolelis aplica essa propriedade exclusivamente aos neurônios: estes possuem determinadas propriedades que só são vistas quando investigamos uma população neuronal (um exemplo é a noção de ‘continuum espaçotemporal’ ou o princípio da incerteza neurofisiológica). Minha questão aqui é sobre a extensão desse conceito: oras, nós não poderíamos dizer que o ser humano também possui propriedades emergentes? E, em caso positivo, diríamos que o ser humano é mais do que o próprio cérebro? Isto é, para vermos determinadas propriedades desse objeto, teríamos que investigar, conjuntamente, seu corpo, seu cérebro, seu comportamento, seus sentimentos, suas expressões linguísticas, etc. E isso envolveria também a informação dada por outros tipos de conhecimento, como a biologia, linguística, psicologia, sociologia?

[3] O princípio da plasticidade é um dos princípios mais “divertidos”, digamos assim. Segundo Nicolelis, as nossas representações de mundo, do nosso eu, dos outros, dos objetos, etc. sempre permanecerão em fluxo, adaptando-se a novas experiências e aprendizados. Um dos exemplos dele é o de Pelé, que possui também uma bola ligada ao seu pé em seu córtex sensório-motor. Sua habilidade com a bola e seus fantásticos gols devem-se a essa plasticidade cerebral. Contudo, minha questão é sobre a simplicidade do exemplo de Nicolelis: jogar bem futebol não envolveria muito mais requisitos? Ou mesmo incorporações no córtex? Por exemplo: a textura do campo de futebol, a percepção da localização e até mesmo da reação emocional dos zagueiros, a dimensão da goleira e a posição do goleiro, a capacidade de controar a angústia ou o nervosismo em uma partida decisiva, a capacidade de angariar estímulos da torcida e abafar as vaias da torcida adversária, etc. Enfim, teríamos um imenso conjunto de requisitos para adicionar. Como isso se daria, então, no nosso cérebro? Todos eles seriam incorporados – ou apenas percebidos momentaneamente?

Ao mesmo tempo, podemos pensar em outras atividades, como a matemática, a filosofia, a lógica: as pessoas que são boas nisso possuem algum tipo de representação ou de senso de eu diferente? Que áreas do cérebro seriam ativadas ou mesmo incorporadas?

[4] Por fim, para não deixar o texto comprido demais, pensemos na seguinte afirmação do Nicolelis: a interação cérebro-máquina possibilitará ao homem, um dia, “direcionar o processo evolutivo de nossa espécie”. Minha primeira dúvida é a seguinte: o que isso quer dizer? Em um sentido estrito de processo evolutivo, poderíamos nos perguntar: mesmo se implantarmos microeletrodos, exoesqueletos, etc. em seres humanos, estes mesmos não irão reproduzir uma nova espécie. Em um sentido amplo, poderíamos dizer que as características da espécie homo sapiens sapiens deverão ser redefinidas em algum momento do futuro? Afinal, um ser humano com a possibilidade de se comunicar apenas através do pensamento com outros membros de sua espécie ou de possuir diversos outros sentidos e modos de percepção da realidade continuaria sendo o mesmo ser humano? Teríamos que restringir, ampliar, redefinir as características de nossa espécie?

Estas seriam apenas algumas questões surgidas após a leitura do maravilhoso livro do Nicolelis, que, como todo bom livro, convida-nos a pensar e modifica nossa visão sobre o mundo e as novas tecnologias. Gostaria, ainda, de compartilhar um dos livros mais exaustivos que eu já encontrei discutindo a neurociência a partir da filosofia. É o livro escrito pelo P.M.S. Hacker (que já citei acima) com o neurocientista M.R.Bennett: Philosophical foundations of neuroscience. Esse livro parece ser imprescindível para aqueles que querem sair de uma zona de combate entre as áreas do conhecimento e realizar um diálogo.

10 comentários

    1. marcosfanton · · Responder

      Legal, né, Tati! :) Aqui tem um site só sobre o livro do Nicolelis – e tem várias entrevistas também! http://www.beyondboundariesnicolelis.net/

  1. Pode crer Marcão – gostei dos exemplos vídeo-gamísticos do primeiro post!
    Eu não li o livro do Nicolelis, e pelo visto tem muita informação neste texto, mas alguns pontos despertaram a minha curiosidade. O mais notável a meu ver é a tese de que o cérebro humano é o responsável pela criação de tudo aquilo que chamamos de realidade, a partir de um modo relativista. Tenho basicamente duas dúvidas quanto a esta tese. A primeira é que não sei o que significa aí um ‘modo relativista’, Isso significa um tipo de perspectiva? A segunda dúvida surge da observação de que, se o próprio cérebro é um dos relata que fazem parte da realidade, ou seja, se contarmos que entre as coisas reais está o próprio cérebro, então a tese em questão implica que o cérebro é responsável pela criação do próprio cérebro. Colocado de outro modo: só há cérebro se um cérebro o construiu. Mas então sempre existiu o cérebro? Pois de acordo com a tese, se x é um cérebro e x é real, então x foi contruído por outro cérebro (so há cérebro C1 se há cérebro C2, só há cérebro C2 se um cérebro C3, etc). Disso se segue que, dado que há cérebro agora, então cérebros sempre existiram. Uma maneira de impedir este resultado seria defender que o cérebro não é real. Por deflagrar estas inferências a partir da tese (i), inferências estas que não parece haver razão para crer, acredito que a tese do cara possa não ser exatamente esta – a linguagem está enganadora em (i). Mas talvez seja isso mesmo que ele sustente?

  2. marcosfanton · · Responder

    Dae, Luis. Seguinte:
    [1] Por ‘relativismo’, o Nicolelis entende que há sempre um grande grau de variabilidade na distribuição espacial de neurônios que respondem a estímulos idênticos em diferentes estados internos (do sistema nervoso central) – ou seja, em diferentes momentos. Nesse sentido, pesquisar um único neurônio é perder o ponto de vista do próprio cérebro, conforme eu tentei deixar claro. Ou seja, a noção de ‘relativismo’ é situada no campo de pesquisa do cérebro. MAS, segundo ele, se o cérebro é aquele que simula, que cria a realidade, consequentemente, poderemos ter diferentes percepções e noções de ‘eu’ dependendo da referência espaçotemporal na qual estamos situados.
    Em determinado trecho do livro, o Nicolelis cita uma filósofa dinamarquesa, a Maria Braghramian (?) (link abaixo), que se ocupou dessa questão do relativismo do cérebro e descreve três atributos: [i] dependência contextual: decisões e julgamentos humanos e a expressão de nossas crenças são influenciadas por eventos que acontecem em um tempo e lugar particular e para uma pessoa em particular; [ii] dependência mental: a visão humana da realidade e de nossos julgamentos, crenças, teorias científicas, etc. são “irremediavelmente ‘coloridos’ por um poderoso viés introduzido pela mente humana, já que é a única perspectiva com a qual cada um de nós pode examinar o mundo”; e [iii] perspectivalismo (não seria perspectivismo?): nossas decisões e julgamentos estão limitados pela “posição que ocupamos no espaço e tempo, bem como nossos interesses e conhecimentos adquiridos”.(Tudo isso está mais ou menos copiado do livro do Nicolelis, nas páginas 446-7). Que te parece?

    [2] Cara, não entendi tua segunda pergunta. O que tu entendeu por ‘real’??? O cérebro é aquilo que forma, que simula o real. De acordo com essa tese relativista acima, o cérebro é, digamos, o vetor de racionalidade do ser humano. Eu tentei resumir essa posição com a estranha expressão “idealismo relativista cerebral”. :P É uma expressão estapafúrdia, ok, mas ela resume um pouco das teses que o Nicolelis aceita, já que não dá pra cobrar dele uma linguagem filosófica ortodoxa.
    Segundo a tua pergunta, parece-me que tu entendeu que o cérebro é criador no sentido de MANUFATURAR o real. Mas, no fundo, seria de perceber o real. Sem ele, não haveria conhecimento. Deixei mais claro? Ou não entendi tua questão?

  3. Entendo por real o conjunto das coisas que existem e constituem fatos objetivos (‘independentes da mente’, como alguns filósofos gostam de falar). Não parece ter algo misterioso nisso.
    Formar e simular o real são coisas distintas. Simular o real implica que o real é algo externo. Formar o real implica que a realidade é um constructo. O cérebro pode ser o vetor de racionalidade do humano, mas não vejo isso tendo qualquer conexão com a afirmação de que o cérebro forma a realidade. Não dá pra cobrar do cara uma filosofia ortodoxa, concordo. Mas dá pra cobrar de um filósofo que esteja interpretando a teoria dele uma precisão conceitual. Quando tu afirma que a tese dele diz que o cérebro é responsável pela criação de tudo aquilo que chamamos de realidade, é mais óbvio que eu interprete a afirmação como dizendo que o cérebro forma, manufactura ou cria o real , e não como dizendo a tese mais simples de que, no fundo, o cérebro percebe o real (conforme tu colocou a interpretação que seria correta da tese do Nicolelis).

    1. marcosfanton · · Responder

      O ponto central do Nicolelis é que o cérebro cria o real, este é um constructo do cérebro, sim, e ele percebe essa formação. Simulação e formação, aqui, então, não são distintas. Esse seria, então, o ponto da confusão conceitual.
      Eu fiz essa distinção, porque eu entendi a tua pergunta sobre criação do cérebro e do real em termos PRÁTICOS, no sentido de construir castelos de areia, um barco, etc. Ou seja, eu ainda não entendi o que tu entendes por “o cérebro é responsável pela criação do próprio cérebro”. Isso é uma pergunta sobre a auto-fundamentação de uma teoria científica? Bom, se for este o caso, aí sim haveria “peças faltando”. Até porque o Nicolelis não atribui tanta plasticidade às suas descobertas científicas quanto ele atribui ao próprio cérebro. :P

      1. Luis Rosa · ·

        heheheh, beleza, achamos o ponto da confusão =]
        sobre o que ainda está em aberto, a minha observação não foi sobre auto-fundamentação da teoria. o ponto que levantei parte da seguinte questão: está o cérebro entre as coisas q o Nicolelis chama de ‘reais’? Conforme a tua resposta, dou andamento a observation, ok?

      2. marcosfanton · ·

        Ok, man! Cara, eu não saberia te responder de maneira exata, já que o Nicolelis não afirma explicitamente qual o estatuto teórico deste objeto (ou eu perdi algo no livro). Digo, ainda que ele afirme que o cérebro possui princípios e propriedades bastante específicos, com a capacidade única de formar o real e a verdade, não há a tese: “o cérebro é uma das simulações/formações do próprio cérebro” ou “o cérebro possui um estatuto teórico diferente daquilo que ele cria [a realidade]”. Ou seja, não está claro. Mas, em todo caso, eu te diria que o cérebro é considerado de maneira diferente dessa realidade simulada, pois ele é o simulador. Assim, ele seria “real” em um outro sentido – que fica totalmente indeterminado. Para te mostrar como eu não estou mentindo sobre isso :P, te cito um trecho decisivo do livro do Nicolelis:
        “Poucos colegas nossos se converteram à tese, defendida por nosso grupo, de que o cérebro deveria ser considerado um simulador, um verdadeiro escultor, dinâmico e distribuído, da realidade, valendo-se, para essa tarefa, de uma grande diversidade de vias ascendentes, descendentes, locais e moduladoras que, em conjunto, são capazes de criar uma vasta e elaborada rede orgânica onde espaço e tempo se fundem sem deixar nenhuma marca visível dessa união explosiva. […] Nessa nova visão [funcional do cérebro], o cérebro passa a ser considerado um ente ativo, sempre em fluxo, sempre em processo de adaptação e totalmente apto a expressar seu próprio ponto de vista e suas expectativas sobre o mundo exterior, mesmo antes que qualquer informação sobre esse mundo chegue à sua central de processamento, como resultado da ativação de uma ampla constelação de receptores periféricos”.

  4. Um bom livro a adicionar á minha lista de leitura.

  5. ok, got it! realmente não parece ter uma precisão aí sobre o status ontológico do próprio cérebro. geralmente, estes caras são bons cientistas mas péssimos filósofos, hehehhe (eles devem pensar algo similar dos filósofos). anyways, jah é um trabalho de interpretação interessante a ser feito, que remete à clássica questão sobre a relação entre mente e mundo. valew marcão! =]

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