O argumento da linguagem privada nas Investigações Filosóficas

Marcos Fanton

Uma das dificuldades que temos com os textos de Wittgenstein parece ser a de encontrarmos um modo de acesso a seu modo de filosofar, uma vez que sua obra não oferece nenhuma introdução ou prolegômenos no sentido tradicional do termo. Pelo contrário, o filósofo austríaco constrói, na maioria de seus textos, observações filosóficas [philosophischen Bemerkungen], aforismos. Com esta preocupação, irei expor, em um primeiro momento, a concepção da filosofia de Wittgenstein, e, mesmo sendo de caráter bastante breve e geral, tal apresentação tem a intenção, principalmente, de esclarecer a linha de interpretação da filosofia de Wittgenstein que estou tomando. Após isso, analisarei o assim chamado “argumento da linguagem privada” (ALP).

[1] Nos diversos parágrafos das Investigações Filosóficas, podemos encontrar, basicamente, dois usos da palavra ‘filosofia’: [1] ‘filosofia’ significa a investigação da “essência da realidade” ou, também, da “incomparável essência da linguagem” (§89 e §97), que seria um conhecimento “mais profundo” do que o das ciências. Tal concepção de filosofia tem, evidentemente, um caráter pejorativo, uma vez que, para Wittgenstein, ela surge a partir da má-compreensão de nossa linguagem cotidiana, dando, nesse caso, uma importância maior (“sublime”) a determinadas palavras ou a algo supostamente extra-linguístico. Com isso, a filosofia procura elaborar uma fundamentação da linguagem ou do conhecimento em “super-conceitos” [Überbegriffen] ou a partir da experiência ou das sensações subjetivas (sense-data). [2] Como contraposição a este conceito, Wittgenstein formula um novo modo de filosofar, cuja “essência da investigação” trata de compreender algo que “já está diante de nossos olhos”, isto é, que já sempre compreendemos (§89). Filosofar, nesse novo sentido, significa uma investigação gramatical (§90), isto é, a descrição do uso que fazemos de nossa linguagem cotidiana, das expressões lingüísticas (§120 e 124). Assim, a filosofia de Wittgenstein adquire, basicamente, duas tarefas principais, que estão interconectadas: [1] uma “tarefa terapêutica”, na qual procuramos mostrar como determinados usos de expressões ou enunciados são aparentemente filosóficos e, na verdade, revelam-se sem sentido ou “metafísicos” (§116 e 464).  Portanto, aqui, a filosofia é comparada a uma terapia da linguagem, que pretende demonstrar que problemas filosóficos surgem da má-compreensão de nossa linguagem cotidiana (§109, 111). [2] uma “tarefa descritiva ou analítica”, que significaria a tentativa de tornar as expressões lingüísticas e os enunciados mais exatos a partir da clarificação dos seus diversos modos de uso e a partir de analogias e comparações com expressões familiares. O objetivo é, portanto, dar um panorama do atual funcionamento de nossa linguagem (ver Hacker-Backer: Wittgenstein: An analytical comentary on the Philosophycal Investigantions: meaning and understanding; Hacker: Wittgenstein’s place in the twentieth-century analytic philosophy; Kenny: Wittgenstein).

[2] Feita esta breve introdução, gostaria de passar ao tópico do “argumento da linguagem privada”, que é considerado um dos mais discutidos das Investigações filosóficas e já recebeu uma quantidade enorme de interpretações, que diferem até mesmo sobre a exata localização do referido argumento. Como exemplo, temos Kripke e Fogelin, cuja tese inovadora defende que o ALP localiza-se já no §202 e antecedentes. No entanto, seguirei a interpretação de Kenny, Hacker-Backer e Tugendhat, que tomam o §243 e seguintes como o correto sobre o ALP. Como veremos, irei me ater mais à “tarefa terapêutica” de Wittgenstein do que à “tarefa analítica”.

No §243, Wittgenstein contrapõe dois tipos de linguagem: a primeira é um monólogo, em que partimos da constatação de que todo ser humano pode falar consigo mesmo e, com isso, pode realizar diversas práticas, como encorajar-se, dar-se ordens, obedecer, reclamar, etc. Isto, segundo Wittgenstein, é perfeitamente aceitável. Porém, pergunta Wittgenstein, a seguir: “poderíamos imaginar uma linguagem na qual a pessoa pudesse escrever ou dar expressão vocal à sua experiência interior para seu uso privado? Quer dizer, as palavras dessa linguagem poderiam se referir, exclusivamente, às sensações imediatas e privadas do falante, sem que outra pessoa pudesse compreender? Questiona-se, assim, a possibilidade de uma linguagem ostensiva privada.

No parágrafo seguinte (§244), o filósofo irá afirmar que a pergunta anterior (pela referência entre palavras e as sensações) é a mesma que a pergunta pelo modo como aprendemos o significado do nome de nossas próprias sensações. Com isso, Wittgenstein transforma uma questão tradicionalmente epistemológica, sobre o conhecimento de nossas sensações, em uma questão semântica, sobre o modo de uso das expressões lingüísticas de sensações (TUGENDHAT, Autoconsciência e autodeterminação).

A solução de Wittgenstein para tal questão é a seguinte: não aprendemos o nome das sensações a partir de uma analogia privada do treinamento do uso de outras palavras, por mera ostensão. Nós aprendemos novos comportamentos para nossas sensações. Wittgenstein dá o exemplo de uma criança que, ao chorar ou gritar de dor, é ensinada a substituir tais “expressões naturais” por expressões lingüísticas, como “Ai!”, “Ui!”, “Tenho dor de barriga.”, etc. Contudo, ele adverte: a expressão “Ui!” ou “tenho dor” não designa a sensação, isto é, não há nada “mais profundo” por trás de tais expressões. Elas são novos comportamentos de dor, isto é, elas substituem as “expressões naturais” (neste ponto, encontramos a diferença da noção behavorista). Portanto, é através do aprendizado que conectamos palavras às sensações, o que remeteria a um exercício do uso da palavra e, assim, à possibilidade de erros e acertos.

Para Anthony Kenny (Wittgenstein, Blackwell, 2006), o núcleo do ALP encontra-se no §258. Ali, Wittgenstein supõe a construção de um diário da ocorrência de determinada sensação. Para tanto, continua, devemos associar à sensação o sinal ‘S’ e escrevê-lo em um calendário toda vez que tivermos tal sensação. Aqui, porém, [i] o aprendizado ostensivo é proibido, já que não posso apontar para a sensação (não no sentido cotidiano de “apontar”) e [ii] a definição do sinal “S” não pode ser dada, já que este é o intuito da linguagem em questão. Assim, a definição de ‘S’ só pode ser formulada através da concentração de minha atenção: eu gravo em mim mesmo a conexão do sinal à sensação. Este processo tem como pretensão que eu me lembre corretamente de tal conexão. Para Kenny, tal argumento é frequentemente mal-interpretado pela assim chamada “interpretação ortodoxa”  que se dirigem, em defesa ou crítica, ao ceticismo sobre a memória. Wittegenstein – diz Kenny – não está argumentando: “Da próxima vez que eu chamar algo de ‘S’, como eu irei saber que isto é ‘S’?. Ele argumenta: “Da próxima vez que eu chamar ‘S’, como eu poderei saber o que eu significo por ‘S’? É o que o final do §258 nos diz: “Mas, no presente caso, eu não tenho critério de correção. Alguém gostaria de dizer: correto é aquilo que sempre me parece correto. E isto apenas significa que aqui não se pode falar de ‘correto’”. É aqui que Kenny argumenta contra as interpretações de Kripke e Fogelin, uma vez que nem mesmo poderíamos significar algo a partir da linguagem privada. Glock, no seu Wittgenstein dictionary, também aponta para a inconsistência da interpretação de Kripke: “Nos rascunhos originais, o §202 segue e pressupõe os §§243-315. Além disso, a discussão da linguagem privada §§243-315 não está preocupada com solilóquios que não comunicam sensações. Por fim, ela não se aplica somente a uma lição sobre seguir regras para sensações, mas tenta afastar má-compreensões gerais sobre a mente (estados mentais e processos) e suas relações com o comportamento”.

Nesse sentido, o problema da linguagem privada, para Kenny, é um problema de critérios, de justificação do uso de nossas expressões lingüísticas. E o §265 é decisivo para mostrar a incongruência de uma linguagem privada. Imaginemos, agora, diz Wittgenstein, uma tabela ou um dicionário que exista apenas em nossa imaginação. É isto que precisamos na linguagem privada, a justificação da nomeação de uma sensação que temos. No entanto, ao buscarmos nesta tabela imaginária, na qual várias amostras de memória de sensações estão supostamente correlacionados a sinais, entramos em apuros. Por quê? Porque, como esta tabela só existe em minha imaginação, para justificar a nomeação de determinada sensação, eu preciso lembrar, também, qual a amostra da memória que pertence a ‘S’ e não a ‘T’, por exemplo. Assim, como não há uma tabela real para eu poder observar esta correlação, devo lembrar o que ‘S’ significa. Porém, era precisamente isto que a tabela deveria confirmar! Com isso, finaliza Kenny, a memória do significado de ‘S’ é usada para confirmar a si mesma, isto é, é usada duas vezes: [i] como significado de ‘S’; e [ii] como lembrança da amostra que corresponde a ‘S’. Conforme a metáfora do final do parágrafo: várias cópias do mesmo jornal (da mesma memória) não podem justificar a verdade de determinada expressão. Ou, como em outro parágrafo, é como se quiséssemos medir nossa altura colocando nossa braço em cima de nossa cabeça (Aqui, seria de observar que o verbete Private Language, disposto no site da Stanford Encyclopedia, traz os mesmo argumentos de Kenny, apesar de dizer que Kenny errou o alvo do ALP).

A conclusão de Kenny, então, é a seguinte: ao tentarmos construir uma linguagem privada, perdemos os critérios (perceptíveis) do uso (significado) de nossas expressões lingüísticas. Ao observarmos, por exemplo, os diversos jogos-de-linguagem criados por Wittgenstein no início das Investigações, perceberemos que todos eles têm um critério independente de correção (uma tabela, um script, uma medida, uma amostra, etc.), na qual podemos conferir se nossas afirmações são corretas ou não.

No entanto, Ernst Tugendhat (Autoconsciência e autodeterminação, 1978), contestará esta interpretação de Kenny, que é baseada, fundamentalmente, na percepção de uma amostra real como critério de justificação. Na verdade, tal critério consiste, segundo Tugendhat, na aplicação de predicados a objetos, uma vez que nenhuma amostra ou tabela contêm, já por si mesma, determinadas instruções para ser utilizada – ela poder ser utilizada assim, mas também de outro modo em outra ocasião. Aqui, Tugendhat parece acertar o alvo não apenas do argumento, mas da concepção de filosofia de Wittgenstein, uma vez que sua interpretação permanece no nível lingüístico, elucidando os pressupostos de nossas práticas, daquilo que “está diante de nossos olhos”. Assim, o critério para verificarmos se alguém entendeu bem as palavras que nomeiam sensações, cores, etc., é o uso correto de tais palavras para classificar objetos perceptíveis.

Porém, poder-se-ia objetar rapidamente: Eu concordo com tal interpretação para expressões como “vermelho”, “copo”, “quadrado”, etc. Mas, qual seriam os objetos de uma dor de cabeça? Você não está se contradizendo e, como diz Wittgenstein, hipostaziando suas sensações? Tal objeção poderia ser respondida com o que vimos anteriormente: um enunciado sobre sensações já é um comportamento novo para as sensações; é a sua manifestação e, nesse sentido, é dirigido por regras determinadas (uma resposta convincente, no entanto, deveria levar a uma análise dos enunciados de sensações). O interlocutor poderia insistir: “Quer dizer, então, que só teríamos a manifestação da sensação?” “Ora – responde Tugendhat –, mas como poderíamos articular linguisticamente nossas sensações?” Além disso, um choro ou um grito não seria também uma manifestação de dor? (ver §245). E, mesmo se quiséssemos dizer que tal sensação é indescritível, também aqui a “indescritibilidade” seria um critério para diferenciarmos tal sensação de outras. Ou seja, continuamos na dimensão da linguagem!

6 comentários

  1. filipecampello · · Responder

    Ótimo post, Marcos. Entre várias questões, restrinjo-me a esclarecer um aspecto. Eu me pergunto até que ponto a linguagem compartilhada também não está permeada, de algum modo, de algo de privado. Tomemos o exemplo do tédio. Eu aprendo a denominar uma sensação x de tédio, e que, quando julgo que tenho x, digo que estou entediado. Mas é sempre um “eu julgo” e, em última análise, eu nomeio de tédio o que “eu entendo” que os outros chamam de tédio. Eu aprendo a denominar uma cor x de vermelho, mas será que, efetivamente, podemos saber que a sensação que eu tenho do vermelho é a mesma que outros têm? É claro que o fato de denominar tédio ou vermelho é já permeado pela linguagem compartilhada, e, talvez, sem ela fica até difícil dizer o que significa sentir tédio ou ter a sensação do vemelho, remetendo a discussão de Sellars, McDowell,.. Talvez isso tenha a ver com essa questão da “indescritibilidade”, mas, como tu colocas, é sempre no âmbito da linguagem que é permitido tomar algo como indescritível.

  2. Daê, Filipe!
    Eu acho o teu comentário bastante importante, mas acho que ele seria relativo a uma crítica externa a Wittgenstein.
    Porque se a gente ficasse nos quadros imanentes de sua filosofia, acho que a resposta que ele te daria seria: “Eu? Mas como usamos essa palavra ‘eu’?” Ou seja, a questão da “subjetividade do sujeito”, digamos assim, seria descrita através do modo de uso de frases com termos singulares como “eu”, “ele”, etc. e acho que seria feita de outra forma. Se tu quiseres, tem uns ótimos artigos do PMS Hacker sobre a questão da natureza humana em Wittgenstein, que eu ainda não li, mas parece ser bem interessante: http://info.sjc.ox.ac.uk/scr/hacker/RecentPapers.html
    O que o ALP visa mostra, me parece, é a impossibilidade de sequer significarmos o nome de uma sensação a partir da linguagem privada. Ou seja, o que importa para a filosofia parece ser sempre a expressão de uma sensação.
    Segundo Tugendhat, em último caso, o ALP é um argumento contra o solipsismo, segundo o parágrafo 309: a tarefa da filosofia é mostrar à mosca a saída da redoma, etc.
    Enfim, eu acho essa questão que o Wittgenstein põe bastante complexa e não saberia responder com muita certeza… Mesmo assim, seria interessante pensar em até que ponto a filosofia wittgensteiniana é suficiente para esclarecer este ponto, como tu mesmo colocou, sobre a descrição dos estados de ânimo na filosofia e a sua “função” para o filosofar, como Heidegger coloca n’Os Conceitos Fundamentais da Metafísica (por isso que pensei em uma crítica externa).
    Eu não estou a par das discussões do Sellars e McDowell, mas, quem sabe, você poderia fazer um post na sequência sobre isso!! Que acha? :)

  3. Marcos, não considerei o assunto em toda a sua extensão, mas vale lembrar o seguinte aspecto: tomemos como assumido que as sentenças que predicam algo de nossa vida mental (como a dor, por exemplo) sejam expressões de uma sensação. Isso me compromete com pelo menos duas coisas – não somente com um estatuto ontológico positivo destas sensações, mas também com o fato de a verdade daqueles enunciados terem como condição necessária a ocorrência destas sensações.
    ‘Expressão de uma sensação’: isso é a expressão de algo, a saber a sensação. Além disso, não simplesmente nomeamos sensações, nós temos descrições para estas sensações, e tanto a descrição quanto o nome estão publicamente acessíveis no momento em que me ‘comporto’ desta forma.
    Acho que não há exatamente um ARGUMENTO contra ou a favor da linguagem privada, e sim contendas filosóficas e maus entendidos sobre se estamos falando do caráter não público das sensações, ou da incapacidade de termos um componente linguístico satisfatório para descrevê-las, etc.

  4. marcosfanton · · Responder

    Luis,
    não entendi praticamente nada do que tu falaste.
    [1] o que tu entendes quando falas em “estatuto ontológico positivo”? Algo como real, como um objeto não-perceptível? Se for isso, parece-me que isso levaria a uma hipóstase de sensações, o que Wittenstein rejeita.
    [2] Acho que, sim, que a verdade dos enunciados de sensações pressupõe, como condição necessária, a ocorrência destas, uma vez que, se tais enunciados são modos de comportamento, eles serão usados corretamente quando tenho tal sensação.
    [3] Quando tu faz uma equivalência entre “expressão de uma sensação” e “expressão de algo”, o que tu queres dizer? Novamente, vale lembrar que a “superfície da linguagem” pode conduzir a uma confusão de jogos-de-linguagem: de sensações como objetos não-perceptíveis; ou, também, da função de determinados termos singulares como “eu”, “ele” como “isto”, “aquele”, etc.
    [4] “e tanto a descrição quanto o nome estão publicamente acessíveis no momento em que me ‘comporto’ desta forma”. ??
    [5] Eu acho que há um argumento da linguagem privada, sim, seja lá como se entender a palavra “argumento” e acho que ele é extremamente importante, inclusive no contexto das PhU, uma vez que ele vai contra diversos modos de filosofia, como o do próprio Wittgenstein do Tractatus, Russell, Frege – o solipsismo de um modo geral.
    [5] e acho que o argumento visa justamente mostrar a impossibilidade de FALARMOS sobre algo não-público de nossas sensações.
    Fora que, o que seria um componente linguístico insatisfatório para descrever as sensações se não um modo insuficiente de explicar para outras pessoas como estou me sentindo? Isso, assim, exigiria mais explicações linguísticas e não uma comparação com algo que supostamente poderíamos observar da sensação.

  5. [1] se as expressões de uma sensação são expressões de uma sensação, então elas predicam algo da pessoa que sente (‘eu estou com dor’) ou da própria sensação (‘senti uma dor muito forte’) – logo isso me compromete com o fato de as sensações terem um estatuto ontológico positivo: elas são ocorrentes e reais (‘são o caso’)
    Como fica claro no teu ponto [2], vejo que tu poderia ter entendido o que tu disse não ter entendido em [1]. Aliás, não entendo porque tu não entendeu.
    [3] No meu comentário não há postulação de equivalência entre ‘expressão de sensação’ e ‘expressão de algo’. Trata-se de simples acarretamento. Coisa simples.
    [4]A descrição e o nome não podem participar de um enunciado? (podem professor!) Se algo é enunciado, este algo não pode se tornar público, como em interlocuções (sim, professor!) E enunciar não é, segundo uma posição behaviorista, comportar-se de uma determinada forma? (é sim professor!) Então, por que é que este cara botou um ponto de interrogação depois de me citar? (não sei professor!)

  6. marcosfanton · · Responder

    De qualquer modo, Luis, ainda que eu tenho certa tendência em concordar com o que tu falas, eu te perguntaria:
    [1] por que tu entendes a posição de Wittgenstein como behavorista? e
    [2] o que tu entendes com a expressão “é o caso que…”? É o conteúdo proposicional das sentenças? Porque, se for, não sei se precisaria ser visto, necessariamente, com pressupostos ontológicos.

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