Diário (ui!) de um bolsista – 1º semestre

Como é fevereiro de 2009, ou seja, já faz praticamente um ano que entrei no mestrado em filosofia da PUC/RS, resolvi fazer, para o bem ou para o mal, um balanço do caminho percorrido. Falando por falar, é quase uma “parada hermenêutica”, mas sem tanta sofisticação.

Passei no mestrado com um projeto lunático, beirando a internação permanente no São Pedro (sobre meus projetos de mestrado, vou escrever um post próprio). De certo modo, nunca cheguei a pesquisar e estudar para este projeto, mas estava com a idéia de entender o que é ter uma posição filosófica específica e como isto funciona a partir de um “exercício” “”pequenininho””…

Frequentei [sem trema, claro] 2 seminários extensivos e 2 intensivos no primeiro semestre de 2008: (1) Stein, com a leitura das Lições introdutórias da filosofia analítica da linguagem, do Tugendhat; (2) Draiton, com o Seminário de Dissertação (“vá fazer um projeto decente!”); (3) Loparic, com a leitura semântico-transcendental d’A Paz Perpétua; e (4) Theo Kobusch (Universidade de Bonn), sobre alguns autores e temas específicos da Idade Média.

Os seminários foram interessantes, mas como vim do direito, o do Loparic e o do Theo Kobusch, seminários que eu não me dediquei muito (muito = procurar bibliografia extra, contexto histórico e um pouco da biografia de cada autor), ficaram embaçados.

Concentrei minhas leituras nas Lições e em Autoconsciência e Autodeterminação, do Tugendhat;  n’Os problemas fundamentais da fenomenologia, de Heidegger; alguns capítulos de Transformações da filosofia, de Apel; Reviravolta lingüístico-pragmática na filosofia contemporânea, do Manfredo; e alguns artigos esparsos.

O semestre terminou, então, com certo ar de “Acabou? Mas eu só li um pouquinho… O que eu aprendi? Deus, se continuar assim, não vai sair nada”.  Acredito que isso ocorreu porque: (1) comecei a aprender a pesquisar em filosofia, isto é, procurar mais artigos, livros e resenhas em biblioteca e internet; (2) troquei radicalmente o meu projeto de mestrado (e recebi alta do hospício); (3) aprender a perguntar a partir de uma obra filosófica não é algo fácil, quer dizer, pensar a partir de Tugendhat, incorporar algumas posições da filosofia analítica, comparar com Heidegger, etc, demanda muito tempo e espírito  (“A ficha vai caindo aos pouquinhos…”); (4) estudar alemão é montar quebra-cabeças.

No final do semestre, ainda, participei da Semana Acadêmica do PPGFilosofia e da Mostra da Pós-Graduação da PUC com o artigo As teses metodológicas da crítica analítico-lingüística de Tugendhat a Heidegger (título tenebroso). Por um lado, esse artigo foi importante para redefinir meu projeto e meu rumo de pesquisa. Por outro, percebi mês depois que a tese exposta  estava completamente incorreta (já mudei, já mudei).

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